• Maria Luiza Cardinale Baptista

Lado a lado


Foto: João Romanini

Em tempos de sol tórrido, forte,

em meio à ciranda da vida,

arboresceres em diversas direções,

cenários de enredamentos vários,

esforços para sobreviver no caos....

em um instante de graça,

eis que brotam, lado a lado,

floresceres singelos e reluzentes.

E então na sua poética de flor e ser,

Eles não estão mais sós...

Passam a ser ‘nós’ existenciais.

Potentes.


Na alegria do ‘viver junto’,

desdobram-se em pétalas-movimento,

remexem-se no dia a dia, reinventam-se,

mostram-se em ‘amorendança’!

Espicham-se, espiam-se, entreolham-se,

Admiram-se, reencantam-se, sorriem...

Sobrevivem e renascem todos os dias.


Na calma amorosa de existir,

assim, lado a lado,

é mais fácil, seguir brotando,

vivendo, reinventando-se.

Não há mais vento, nem tempo forte.

Não há mais medo, nem assombros,

Não há futuro, tampouco passado.

Há carícias suaves, cumplicidades partilhadas

movimentos de querer-se e de acionar

intensos afetos e entrelaçamentos.

Abraços e afagos de pele eriçada.

Assim, em terna e graciosa existência,

os floresceres altivos vivem o instante,

o encontro, a vida que pulsa.

Presença plena.


Lado a lado, seguem sendo inspiração

para os outros seres, floresceres...

Quem sabe um dia aprendemos,

com a (nossa) natureza... o Amor?


Maria Luiza Cardinale Baptista


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